
Crônica
04 de outubro de 2016
Independência
Por 70 anos, senti o tempo passar áspero pela minha pele. Envelhecida, não pela idade, mas pela própria vida. Tendo como palco o bairro do Ipiranga, cujo rio carrega minhas lágrimas.
O bairro foi testemunha da minha prisão interna. Larguei meus estudos na 5º série, engravidei aos 18 anos e fui obrigada a procurar emprego e sustentar minha família sem a ajuda de meu marido que está preso.
Diante de tudo isso, meu brado de socorro foi ignorado. Em meio à uma procura de trabalho me veio uma oportunidade de liberdade.
O trabalho como faxineira na igreja desse mesmo bairro me proporcionou um ambiente de paz, onde humildade era louvada. Pela primeira vez me senti livre.
E foi a partir disso que às margens do Ipiranga ouviram meu brado de liberdade retumbante, e o bairro do Ipiranga se tornou um local de paz e independência.

Por 70 anos, senti o tempo passar áspero pela minha pele. Envelhecida, não pela idade, mas pela própria vida. Tendo como palco o bairro do Ipiranga, cujo rio carrega minhas lágrimas.
O bairro foi testemunha da minha prisão interna. Larguei meus estudos na 5º série, engravidei aos 18 anos e fui obrigada a procurar emprego e sustentar minha família sem a ajuda de meu marido que está preso.
Diante de tudo isso, meu brado de socorro foi ignorado. Em meio à uma procura de trabalho me veio uma oportunidade de liberdade.
O trabalho como faxineira na igreja desse mesmo bairro me proporcionou um ambiente de paz, onde humildade era louvada. Pela primeira vez me senti livre.
E foi a partir disso que às margens do Ipiranga ouviram meu brado de liberdade retumbante, e o bairro do Ipiranga se tornou um local de paz e independência.
Diego Izzo
Guilherme Volker
Marina Spozitto